Dias #14 e #15 – AMSTERDAM

Fala Brazucas!
Nem vou mais pedir desculpas pelas demoras, porque isso é tudo que tenho feito ultimamente quando falo com vocês, mas acreditem que estou fazendo o possível para deixar todos informados de tudo. O acesso à internet não é tão fácil quanto eu achei que fosse, e, estar sem computador só piora as coisas.
Pois bem, já tenho meu computador em mãos novamente (e, com ele, os acentos nas palavras!), portanto, vamos lá, retornar a dias passados; Amsterdam!
Dia #14

Depois de um longo e tenebroso inverno (literalmente inverno já que essa é a única estação que existe na Irlanda), finalmente é hora de ir para o próximo destino, isso é, acordar cedo denovo, pegar o taxi para o aeroporto denovo, e embarcar rumo a capital (mentira, Amsterdam não é capital) da Holanda.

Frutas, são vocês?

Sono?
Então, cheguei e fui pegar metrô para a região central para procurar o hostel. Deu um pouquinho de trabalho, mas consegui e, adivinhem só? Bateria da câmera acabou e meu passeio da tarde ficou sem fotos! Na verdade o passeio foi literalmente só um passeio a pé mesmo. Andei pelo parque mais famoso de Amsterdam, o Vondelpark. É incrível quantas tribos urbanas diferentes tem nesse lugar, gente de todo tipo que se encontra para fazer pique-niques, fumar, conversar fiado enfim.. Meninas com roupas espalhafatosas, crianças cantando ópera regidas por um maestro, brasileiros falando português sem saber que alguém os entendia :x, tinha de tudo lá. Uma pena estar sem câmera.
De noite, mais passeio

As casas sobre a água existem mesmo!

MUITO frio.

Até badalado para uma quarta feira.

Da série: ache o restaurante brasileiro

Claro que não caí nesse golpe do restaurante brasileiro de novo (aliás, nesse momento já tinha descoberto o quanto eu estava quebrado :/ ). Detesto, mas o jeito foi cair no fast food denovo.

Como todo dia de voo, estava muito cansado e fui dormir cedo. Nooite!
Dia #15
Acordei cedo e já fui caçar o rumo do “tram”. O tram, é na verdade o nosso velho bonde (que no brasil infelizmente foi extinto devido a interesses da indústria automobilística).. Pois eh, peguei o tal tram (2 euros) rumo a “Amsterdam Cetraal”, o lugar onde se encontram a maioria das atrações. No caminho da estação, algumas lojas:

Maçã!

Claro que parei na grande maçã pra dar um ‘oi’ pra familia

Bora?!

Bom, cheguei na estação. O plano inicial era fazer um tal de “Free Tour”. Como sugere o nome, um turismo de graça e a pé, claro em que um guia nos mostra as principais atrações da cidade explicando e dando informações úteis. É de graça, to dentro!

O guia falava inglês com sotaque holandês. Perdoem eu não saber a história de todas as contruções para contar para vocês :/

O guia é esse com uma faixa vermelha no pescoço

Mais explicações!

Esse é o canal mais largo de todos de Amsterdam (e são MUITOS)

Essa explicação eu peguei: Os holandeses são apaixonados por janelas, e eles colocam elas na frente da casa, dando vista para suas salas, suas cozinhas e, as vezes, até seus quartos

Segundo o guia, muitos deles deixam somente o cômodo que se pode ver da rua arrumado, e o resto da casa fica uma zona. “Por fora bela viola, por dentro, pão bolorento”, tipo isso.

Alguns prédios foram construídos com água do mar, isso mesmo água salgada. Segundo o guia, após centenas de anos (esses prédios são quase todos centenários mesmo), as construções feitar com água salgada empenam e podem cair. Isso é frequente por lá.

Eis o principal ponto turístico de Amsterdã, a casa da Anne Frank.

Na verdade trata da loja do pai da Anne Frank (Otto Frank), onde eles ficaram escondidos por anos.

É verdade o papo das bicicletas de Amsterdam. Tem mais que gente!

“One day this terrible war will be over. The time will come when we will be people again, and not just Jews! We can never be just Dutch, or just English, or whatever, we will always be Jews as well. 

“Algum dia essa guerra terrível vai terminarChegará a hora em que seremos gente de novo, e não somente judeus! Não podemos ser apenas holandeses, ou apenas ingleses, ou o que quer que seja, nós seremos sempre judeus.”


Então, entrei no museu da Anne Frank sem dar muito por ele. Gente, é impossível não se emocionar. A Anne Frank sabia que seu diário seria útil um dia, ela escreveu como que relatando tudo para um dia publicá-lo. Tem um trecho no diário em que ela diz que depois do fim da guerra, ela sonha em ser escritora e que sua primeira obra se chamaria: “O anexo secreto”, se referindo ao anexo em que viviam clandestinamente. Neste anexo eles passavam os dias sem fazer NENHUM barulho, sem abrir as cortinas nem um centímetro, sem abrir as torneiras, quase que sem se moverem.
Guia em português do museu.

Depois do museus, mais fotos!

Pra quem duvidou que era a cidade das bicicletas:

Olha o tamanho do estacionamento de bicicletas:

Agora vem a parte mais divertida do dia: Tava andando errante pelas ruas quando ouço uma mulher falando português. Ok, até aí tudo bem, peço para bater uma foto, como de costume e conversa vai, conversa vem, descubro que ela é brasileira morando na Holanda há 18 anos! E o mais chocante, brasileira, mineira e MONTESCLARENSE. Isso mesmo, encontrei uma conterrânea da gema, morando há quase 2 décadas na Holanda. Claro que era motivo pra comemorar! kkk

Foto que ela bateu.

Ela tinha um nome meio diferente e nem deu pra decorar, mas tá aí. A sua amiga (da esquerda) é de Maceió!

Comemos esses bolinhos de batata tradissionalíssimos na Holanda

Foto pra dar tchau!
Sério, foi muito legal! Elas salvaram tarde, me levaram pra um lugar barato, divertido, contaram um tanto de coisa da Holanda e de Amsterdam, deram dicas de coisas boas e baratas, enfim, nada como fugir do pacotão turístico e enxergar o lugar em que se está com o olhar do nativo (ou quase nativo, nesse caso).
Já era noite quando decidi fazer o passeio noturno pelos canais de Amsterdam (15 euros). Dizem que se você não se apaixonar por Amsterdam iluminada é porque você é realmente duro na queda! Acho que sou meio duro sim. Não que não tenha gostado, pelo contrário o passeio é bem bacana, mas esse escurinho do barco, e o balanço da água, não deu outra; Dormir MUITO lá. Algumas fotos de quanto tava acordado:

Pelo jeito eu num tava dormindo sozinho.. kkkk

Fim do passeio, de volta ao hostel me lembro que faltou um ponto turístico importantíssimo para visitar. O Museu Van Gogh (escreve assim?). Na verdade, o museu em si, não era meu interesse. O interesse mesmo estava naquelas letrinas do “I Amsterdam” tradicionais que têm na frente dele! Claro que saí no frio da noite  holandesa em busca! Achei! Foto pouco é bobeira!

E assim se encerrou Amsterdam, pois, na manhã seguinte já seguia para Bruxelas, que foi a maior besteira que fiz. Se estivesse ficado em Amsterdam teria pegado uma sexta feira animada por lá, teria tido a chance de conhecer a famosa “Red Light” (que só vi quando estava muito pacata e meio chuvosa), e ainda economizado uma boa grana.
Uma última consideração: Não é preciso me conhecer muito a fundo para saber que eu odeio MUITO todo tipo de cigarro (obviamente a maconha se inclui). Claro que por todos esses lugares em que passei, eu senti o seu cheio desagradável. Desde o Vondelpark até museu Van Gogh ela estava presente. Não quero entrar no mérito do assunto da sua liberação na Holanda, mas honestamente, para mim, essa parte não foi nada turística. Apenas a aturei. Sei que sou pareço quadrado, preconceituoso e antiquado falando assim, mas fazer o quê? Sou eu. Não podia ser perfeito, né?!
Well, well, well, o dia acabou e Amsterdam também 🙁
Amanhã Bruxelas (eca) ! kkkk

Iniciante no Mundo
03/10/2013

0 thoughts on “Dias #14 e #15 – AMSTERDAM

  1. O Guga este blog me confunde: quase desisto de postar comentário: depois de varias tentativas aí vai – Gostei dessa sua passagem por Amsterdan, mormente por causa do encontro casual com a montes clarense

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